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Come-cotas: saiba o que é e quais são os fundos afetados

O final de maio se aproxima, trazendo à tona uma questão que causa dúvida e desconforto a muitos investidores: o temido come-cotas. Atualmente, esse imposto é um dos principais motivos de hesitação ao investir em fundos. Mas afinal, o que é e como funciona o imposto come-cotas?

Come-cotas é o apelido dado à antecipação da alíquota de Imposto de Renda, que incide sobre a rentabilidade das aplicações via fundos de investimentos, abocanhando assim parte das suas cotas no fundo em questão. Essa antecipação ocorre a cada seis meses - no final de maio e novembro - independentemente da realização de resgates.

Como é calculado o valor?

A incidência do IR para a maior parte dos fundos de investimentos segue uma tabela regressiva, cujos valores variam de acordo com o tempo de aplicação:

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Para o come-cotas é considerada a menor alíquota de IR para cada tipo de fundo. Desta forma, as cotas são deduzidas em alíquotas que variam de 15% (no caso de fundos de longo prazo) a 20% (para fundos de curto prazo). No momento do resgate da aplicação pelo investidor, os valores antecipados pelo come-cotas são abatidos do Imposto de Renda devido.

Vale ressaltar ainda, que o come-cotas incide apenas sobre o rendimento do fundo no período e não sobre o montante total aplicado. Desta forma, o cálculo do valor deve ser realizado sobre a rentabilidade - e não sobre o total investido.

Outro ponto de atenção quando falamos em come-cotas é o extrato da sua aplicação. Muitos investidores ficam alarmados, uma vez que essa redução no número de cotas por meio do imposto é apresentada no extrato do fundo como um resgate de cotas.

Quais fundos estão sujeitos ao come-cotas?

O come-cotas está presente em grande parte dos fundos disponíveis no mercado, como os cambiais, de renda fixa, DI e multimercados, sejam eles classificados como de longo prazo ou curto prazo.

Existem no entanto, algumas opções de fundos que não têm a incidência do come-cotas e o IR é cobrado apenas no momento do resgate, como é o caso dos fundos de ações e de previdência

No caso dos fundos de ações, o Imposto de Renda de 15% é cobrado apenas no resgate do investimento, o que constitui uma vantagem interessante quando consideramos as operações à vista na bolsa de valores, que exigem o recolhimento mensal, com alíquota que varia de 15% a 20% sobre os ganhos de capital no período.

Para fugir do come-cotas, outra opção é apostar em fundos isentos de IR para pessoa física, como um fundo de debêntures incentivadas, por exemplo.

Então quer dizer que devo fugir dos fundos com come-cotas?

Não necessariamente. Você deve investir em ativos e fundos que tenham aderência ao seu perfil de investidor e estejam em linha com os seus objetivos. Não faz sentido investir em determinados ativos ou fundos apenas porque os mesmos não estão sujeitos ao come-cotas.

De fato, há uma desvantagem clara nessa cobrança: ela toma parte do seu rendimento a cada semestre. Entretanto é importante lembrar que o efeito come-cotas pode ser neutralizado, caso você tenha fundos com melhores rentabilidades.

Conclusão

Nosso conselho para fazer uma escolha assertiva é calcular todos os custos envolvidos no investimento, as projeções de rentabilidade e analisar esses números de acordo com seus objetivos pessoais. Somente após uma análise mais profunda envolvendo esses componentes, será possível perceber com maior clareza os prós e contras de cada opção.

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