RB Investimentos

Não declarou seu Imposto de Renda ainda? Veja o que você precisa saber para a declaração do IR

Investimentos

Está chegando ao fim o prazo de acertar as contas com o Leão. São esperadas neste ano 30,5 milhões de declarações do Imposto de Renda.

A Secretaria da Receita Federal adotou algumas mudanças. Fique atento!

Veja quais são as novidades:

  • Passa a ser obrigatório informar o CPF dos dependentes, de qualquer idade.
  • Não é mais necessário instalar o Receitanet para fazer a entrega. Isso porque foi feita a incorporação ao Programa Gerador da Declaração (PGD IRPF 2019).
  • Neste ano, o contribuinte poderá obter a versão do programa gerador da declaração automaticamente, sem ter de fazer o download no site da Receita na internet para atualizar a versão do aplicativo. Basta ir até o menu ‘Ferramentas’ e depois em ‘Verificar Atualizações’.

**Aqui, o link para baixar o programa da Receita: https://bit.ly/2UjT1SE

No momento do preenchimento, preste muita atenção ao preencher o formulário com seus investimentos. Se houver alguma divergência com os dados informados pelo seu banco, você tem muita chance de cair na malha fina e ter de se explicar na Receita. Se você identificar algum erro, faça a retificação das informações.

O prazo final para o envio da declaração do IR é 30 de abril, às 23h59. A recomendação é reunir todas as informações, como o informe de rendimentos, dados sobre despesas médico-hospitalares e com educação. Quem entregar fora do prazo terá de pagar uma multa de 1% sobre o imposto devido ao mês. O valor mínimo, segundo a Receita, é de R$ 165,74 e o máximo é de 20% sobre o valor devido.

Quem deve declarar

Segundo informação da Receita Federal, deve preencher o formulário do IR quem obteve recebimento de rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil.

Também faz parte desse grupo de contribuintes quem teve posse ou propriedade, em 31 de dezembro do ano-calendário, de bens ou direitos, inclusive terra em benefícios, no valor total acima de R$ 300 mil.

E os investimentos?

Os bancos e instituições financeiras devem enviar aos investidores o informe de rendimentos com os dados que devem ser informados na declaração do IR. No informe fornecido pela instituição financeira, você vai encontrar detalhadamente quais são suas aplicações, que estarão divididas em dois grupos:

  • Aplicações isentas de imposto (poupança, LCA, LCI, CRA, CRI, debêntures incentivadas). Mesmo isentas, precisam ser declaradas.
  • Aplicações sujeitas à tributação exclusiva na fonte (Tesouro Direto, fundos de investimento em geral, CDBs e RDBs).

Os fundos de investimentos são classificados em quatro categorias. A tributação vai depender do período que o investidor permaneceu na aplicação. Para fazer esse cálculo, é preciso usar a tabela regressiva de Imposto de Renda. Quanto maior o prazo de investimento, menor será a retenção do imposto.

Você vai encontrar quatro tipos de fundos de investimento, classificados segundo o período de permanência em cada um.

São eles:

1. Fundos de ações

Costumam ser os que oferecem menor tributação para o investidor. Isso porque sua alíquota é fixa em 15%, independentemente do período da aplicação, cobrada apenas na hora de resgate dos valores, sobre o montante bruto obtido.

2. Fundos de curto prazo

O IR sobre essas aplicações financeiras segue a seguinte regra: Se o tempo de duração for de até 180 dias, a alíquota é de 22,5%; Se a duração for maior do que 180 dias, a alíquota é de 20%.

3. Fundos de longo prazo

A alíquota é variável, segundo o prazo de aplicação, de acordo com as regras abaixo: Até 180 dias - alíquota de 22,5% De 181 a 360 dias - alíquota de 20% De 361 a 720 dias - alíquota de 17,5% Acima de 720 dias - alíquota de 15%

4. Fundos imobiliários

Assim como os fundos de ações e os ETFs, nos Fundos de Investimento Imobiliário (FII) não há vencimento para aplicações nesses ativos. Com isso, a alíquota de IR será de 15% para fundos de ações e ETFs e de 20% para FIIs, independentemente do prazo da aplicação.

A forma de declarar no formulário do IR é semelhante ao que é exigido no caso dos fundos de ações. As cotas que o investidor detinha em 2018 devem ser lançadas na declaração de Bens e Direitos (código 73). Declare o fundo apenas pelo custo de aquisição, ou seja, você não deve fazer nenhum tipo de atualização pelo valor de mercado. Caso você tenha compra cotas em diferentes momentos, com preços diferentes, será preciso declarar o custo médio de aquisição.

Veja o que deve constar no Informe de Rendimentos Financeiros quando se tratar de títulos públicos.

A orientação da Receita é para que os títulos públicos sejam incluídos no item ‘Bens e Diretos pelo Valor de Aquisição’ (código 45). Se houver venda, pagamento de juros ou vencimento de títulos, o rendimento líquido deve ser registrado no item ‘Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva’, já que esse investimento é tributado na fonte.

No campo 5 - ‘Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva’.

Na linha 2. Com relação às aplicações financeiras de renda fixa, serão informados:

Os saldos em 31 de dezembro do ano-calendário anterior e em 31 de dezembro do ano-calendário, pelo valor de aquisição dos títulos ou aplicações;

O rendimento líquido pago ou creditado no ano-calendário.

Importante! Segundo a Receita, no caso de cessão, liquidação ou resgates parciais, deverá ser informado o saldo remanescente do valor de aquisição dos títulos ou aplicações.

Se você ainda tiver alguma dúvida na hora de preencher o formulário do IR, pode consultar um guia com perguntas e respostas da Receita. https://bit.ly/2ZduAdb

RB Investimentos
Armazenamos cookies em seu dispositivo para proporcionar uma melhor experiência. Ao utilizar esse site, você concorda com nossa política de privacidade