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Confiança de empresários e consumidores se recuperam

Por conta da crise do coronavírus, a FGV está divulgando 2 vezes no mês suas sondagens com empresários e consumidores. No mês de julho, a prévia indica que uma recuperação segue ocorrendo na economia brasileira.

Confiança de empresários e consumidores se recuperam

Por conta da crise do coronavírus, a FGV está divulgando 2 vezes no mês suas sondagens com empresários e consumidores. No mês de julho, a prévia indica que uma recuperação segue ocorrendo na economia brasileira.

Com dados coletados até o dia 14 de julho, a sinalização é de avanço em todos os índices de confiança. Em relação ao número final de junho, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) cresceria 7,3 pontos, para 87,7 pontos. Já o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiria 4,8 pontos, para 75,9 pontos.



Segundo Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens da FGV IBRE, a prévia de julho sinaliza continuidade da tendência de alta da confiança iniciada em maio. Nestes três meses, houve recomposição de 78% das perdas sofridas no bimestre mar-abril pelas empresas e de 60% da queda na confiança dos consumidores. O avanço de julho está sendo mais expressivo na indústria, com estabilidade no comércio, setor em que a confiança vinha subindo mais rapidamente até junho.

Um ponto que continua seguindo a mesma tendência é uma melhora mais expressiva nas Expectativas, do que na Situação Atual. O Índice de Situação Atual dos Empresários (ISA-E) subiria 6,9 pontos, para 79,5 pontos, enquanto o Índice de Expectativas Empresarial (IE-E) subiria 8,0 pontos, para 90,4 pontos. Entre os consumidores, o índice que mede a percepção sobre a situação atual (ISA-C) subiria 0,7 ponto, para 71,3 pontos, enquanto o indicador que capta as perspectivas para os próximos meses (IEC) aumentaria 7,3 pontos para 80,1 pontos.



A perspectiva segue positiva para o segundo semestre, mas vale uma atenção ao comportamento dos consumidores. Os dados do PIB da China do 2 trimestre mostraram que as pessoas ainda não retomaram seus hábitos pré-crise, mesmo com a situação controlada internamente. No Reino Unido, o mesmo apelo tem sido feito por autoridades, que tem um efeito negativo maior no comércio.

Usualmente, as pessoas que são consideradas grupo de risco são mais ligadas ao grupo de consumidores que mais gastam. Portanto, até chegarmos a uma situação de segurança sanitária, a economia se recuperará em um ritmo lento.


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