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PIB despenca 9,7% no segundo trimestre

Atividade no Brasil é duramente afetada pelos efeitos da pandemia de coronavírus. Auxílio emergencial e agropecuária ajudam a evitar resultado ainda pior

PIB despenca 9,7% no segundo trimestre

 

Atividade no Brasil é duramente afetada pelos efeitos da pandemia de coronavírus. Auxílio emergencial e agropecuária ajudam a evitar resultado ainda pior


Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 9,7% no segundo trimestre de 2020 ante o primeiro trimestre, na série com ajuste sazonal. Na comparação anual, a atividade recuou 11,4%. Ambas as taxas foram as quedas mais intensas da série, iniciada em 1996. No acumulado dos quatro trimestres terminados em junho, houve queda de 2,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Entre os segmentos, a maior queda foi na Indústria (-12,3%), seguida por Serviços (-9,7%). A Agropecuária apresentou variação positiva de 0,4%.

O setor de serviços esteve praticamente fechado por boa parte do período, algo sem precedentes, o que levou ao resultado extremamente negativo.

A agropecuária deve crescer em 2020, mas sem a pandemia teria um resultado ainda mais forte, logo o setor não passou ileso. No segundo semestre, outros países estão reagindo com as reaberturas, o que deve estimular as exportações brasileiras durante o período.

As Exportações de Bens e Serviços cresceram 1,8%, enquanto as Importações de Bens e Serviços recuaram 13,2% em relação ao primeiro trimestre de 2020. A tendência é que o primeiro número aumente, e o segundo diminua nos próximos meses.

A Despesa de Consumo das Famílias teve contração de 13,5%, índice que representa a maior queda registrada na série histórica. O índice pode ser explicado pelo isolamento social no país, proibição de funcionamento de algumas atividades especialmente de serviços prestados às famílias, além queda da massa de salarial no país no segundo trimestre de 2020. No entanto, vale ressaltar que a queda seria ainda maior sem o auxílio emergencial e o estímulo ao crédito. Ambos funcionaram como colchão para a queda da atividade no período.

Um levantamento do Ibre/FGV, aponta que a queda do PIB em 2020 será a mais intensa registrada nos últimos 120 anos. A expectativa da fundação é de retração de 5,4% do PIB neste ano. Diversas instituições financeiras revisaram suas projeções para o ano, algumas para uma contração maior, outras para menor. Para acompanhar melhor esse movimento, a sugestão é acompanhar o Boletim Focus do Banco Central nas próximas semanas.

O Ibre/FGV prevê ainda, no levantamento, queda de 6,1% do PIB per capita neste ano. Usado por economista para medir a riqueza de países, o indicador é definido pelo divisão do valor do PIB com a população total. Se confirmada a projeção, será o pior desempenho desde 1981, quando recuou 6,3%. Dessa forma, a renda per capita deverá encerrar o ano em R$ 30.135 por habitante, retornando a nível próximo do registrado em 2007 (no valor de R$ 29.788).

Segue abaixo, um levantamento realizado pelo Valor Econômico, comparando o desempenho da atividade brasileira no segundo trimestre.


Em resumo, o Brasil seguiu o resto do mundo e teve um trimestre bem fraco. Porém, a expectativa é que os próximos meses registrem uma retomada da economia.

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