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Varejo e Serviços em plena recuperação no Brasil

Segundo o IBGE, no mês de junho o setor de serviços cresceu 5% e o varejo avançou 8%. Mesmo que com a base fraca de maio justificando números altos, vemos que a atividade volta a dar sinais positivos

Varejo e Serviços em plena recuperação no Brasil

Segundo o IBGE, no mês de junho o setor de serviços cresceu 5% e o varejo avançou 8%. Mesmo que com a base fraca de maio justificando números altos, vemos que a atividade volta a dar sinais positivos.

O IBGE apresentou o resultado do varejo e do setor de serviços no mês de junho, e o resultado de ambos foi promissor. Embora ainda longe de reverter os meses negativos anteriores, podemos fazer uma leitura de que o pior do efeito econômico da pandemia ficou para trás.

Iniciando pelo setor de serviços, alta de 5% em junho ante maio. Após quatro meses negativos, que já representavam uma perda de 19,5%. Na comparação com junho de 2019, a queda é de 12,1%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), pelo IBGE.

Dentro do indicador, destaque para o setor de restaurantes, que estava fechado em boa parte das cidades. Agora com a reabertura, explicaram boa parte da recuperação do mês. Mas também vale mencionar o turismo, eem junho, o índice de atividades turísticas avançou 19,8%. É a segunda taxa positiva seguida, período em que acumulou crescimento de 28,1%.

O IBGE também apresentou nessa semana, um relatório sobre o turismo em 2019. No documento foi identificado que 96% das viagens foram feitas dentro do território nacional.

Em tempos de pandemia, isso pode ser uma vantagem brasileira na recuperação do setor. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos o turismo doméstico representa 84%, Reino Unido 83%, na Rússia 71% e na Espanha 44%. Ou seja, com o temor das pessoas de viajarem para fora e serem contaminados, terem problemas no trânsito, enfrentarem atrações fechadas, vemos que o perfil do viajante brasileiro é de viajar dentro de casa.

O IBGE também nos apresentou o varejo em junho. Uma melhora de 8% frente a maio. Mas insuficiente para reverter o semestre negativo (-3,1%, pior resultado desde 2016). Neste mês, ocorreu uma reversão nos destaques do varejo. Aqueles produtos considerados essenciais, como Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, recuaram 2,7% frente a maio. Enquanto todas as outras atividades cresceram. Os maiores percentuais foram de Livros, jornais, revistas e papelarias (69,1%), Tecidos, vestuário e calçados (53,2%), Móveis e eletrodomésticos (31%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (26,1%). Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (22,7%), Combustíveis e lubrificantes (5,6%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,7%) foram as demais atividades que tiveram resultados positivos.

Esse é um sinal importante para registrar que o consumidor está mais confiante com a retomada econômica. Uma boa maneira de se iniciar o restante do ano.

Ainda temos um longo caminho para superar essa crise, mas começam a surgir bons indícios de uma recuperação.

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