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Copom eleva Selic para 4,25% ao ano

O Copom optou por elevar a taxa Selic em 0,75 b.p., atingindo 4,25%a.a. A decisão era a aposta majoritária de investidores. A instituição volta a se encontrar no dia 04 de agosto.

Copom eleva Selic para 4,25% ao ano


O Copom optou por elevar a taxa Selic em 0,75 b.p., atingindo 4,25%a.a. A decisão era a aposta majoritária de investidores. A instituição volta a se encontrar no dia 04 de agosto.

Sobre o comunicado da decisão, a grande mudança foi abrir uma possibilidade de alta maior que 0,75b.p. na próxima reunião. Foi repetida a expressão “outro ajuste da mesma magnitude”. Porém, foi acrescentada uma frase que menciona a chance de ajuste mais “tempestivo”. Segue o parágrafo completo:

“Para a próxima reunião, o Comitê antevê a continuação do processo de normalização monetária com outro ajuste da mesma magnitude. Contudo, uma deterioração das expectativas de inflação para o horizonte relevante pode exigir uma redução mais tempestiva dos estímulos monetários.”

Atualmente o mercado e o Boletim Focus acreditam nesta nova alta de 0,75 b.p. Porém, nas últimas semanas observamos uma corrente de economistas defendendo um aperto monetário mais rápido, por conta da inflação mais alta. A tendência é que o mercado vá dividido para a próxima reunião.

As projeções de inflação em 2021 subiram de 5,04% para 5,82%, acima do nível superior da meta de 5,25%. O Comunicado demonstrou claro desconforto com essa situação. Enquanto as de 2022 subiram de 3,61% para 3,78%, acima da meta de 2022 de 3,5%.

“A persistência da pressão inflacionária revela-se maior que o esperado, sobretudo entre os bens industriais. Adicionalmente, a lentidão da normalização nas condições de oferta, a resiliência da demanda e implicações da deterioração do cenário hídrico sobre as tarifas de energia elétrica contribuem para manter a inflação elevada no curto prazo, a despeito da recente apreciação do Real. O Comitê segue atento à evolução desses choques e seus potenciais efeitos secundários, assim como ao comportamento dos preços de serviços conforme os efeitos da vacinação sobre a economia se tornam mais significativos.”

Um último trecho importante, nos dá pistas sobre as perspectivas do ciclo de alta como um todo.

“Neste momento, o cenário básico do Copom indica ser apropriada a normalização da taxa de juros para patamar considerado neutro. Esse ajuste é necessário para mitigar a disseminação dos atuais choques temporários sobre a inflação. O Comitê enfatiza, novamente, que não há compromisso com essa posição e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação.”

O Banco Central retirou o termo “parcial”, algo esperado pelo mercado. Isso indica que a ideia é elevar a Selic para um patamar de 6,5%, ou até superar. Patamar no qual os juros deixariam de estimular a atividade, e passariam a ser neutros ou até contracionistas.

Em resumo, o comunicado abre a chance de uma alta maior que 0,75b.p. em 04 de agosto e indica um ciclo se encerrando em 6,5%.

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