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Banner Blog PIB do terceiro trimestre cresce 7,7%

PIB do terceiro trimestre cresce 7,7%

Atividade apresenta recuperação, mas vem abaixo da expectativa de mercado.

PIB do terceiro trimestre cresce 7,7%


Atividade apresenta recuperação, mas vem abaixo da expectativa de mercado.

O IBGE apresentou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, o indicador cresceu 7,7% na comparação com o segundo trimestre, maior variação desde o início da série em 1996, mas ainda insuficiente para recuperar as perdas provocadas pela pandemia. Economistas projetavam uma alta de 8,8% no período.
A economia se encontra no mesmo patamar de 2017, com uma perda acumulada de 5% de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2019. Muito por conta dos efeitos colaterais da pandemia, deixando boa parte da atividade fechada em várias partes do Brasil.

Olhando mais no detalhe para o resultado, destaque positivo para a Indústria, que cresceu 14,8%. Com as sondagens extremamente positivas, a forte contribuição do setor era aguardada.
A parte de Serviços subiu 6,3%, patamar alto, mas ainda menor que o esperado pelo mercado. Com uma recuperação mais lenta que a projetada, o setor que mais emprega na economia sinaliza dificuldade no mercado de trabalho.
Por fim, a Agropecuária ficou em -0,5%. Atingida por uma demanda internacional menor, mesmo que tenha se beneficiado de um câmbio mais desvalorizado.


Olhando agora pela ótica da despesa, o consumo das famílias (65% do PIB) teve expansão de 7,6%, após queda de 11,3% no segundo trimestre. Ainda vemos consumidores distantes do grau anterior a pandemia, preocupados com a situação financeira familiar.Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) cresceram 11%, muito por conta da base enfraquecida pela queda de 16,5% no segundo trimestre. No que se refere ao setor externo, as Exportações de Bens e Serviços tiveram queda de 2,1%, enquanto que as Importações de Bens e Serviços caíram 9,6% em relação ao segundo trimestre de 2020. O último claramente afetado pelo câmbio desvalorizado.



Os sinais para os próximos meses não são muito animadores, vemos que a atividade vem perdendo força com o final do auxílio emergencial. Isso deve provocar revisões para baixo nas projeções do PIB em 2021, e pressionam menos o Banco Central para subir juros em breve.

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